Desigualdades sociais

As evidências mostram que a maior parte das doenças e maior parte das desigualdades na saúde são causados ​​por determinantes sociais, incluindo os determinantes em saúde.

Os determinantes sociais da saúde englobam as condições em que as pessoas nascem, crescem, vivem, trabalham e envelhecem. Essas condições influenciam a possibilidade de um indivíduo ser saudável, o seu risco de doença e esperança média de vida. As desigualdades sociais em saúde correspondem a diferenças indevidas e evitáveis ​​no estado de saúde entre os grupos na sociedade que resultam da distribuição desigual dos determinantes sociais.

A Região Europeia inclui países com boas condições de saúde, mas também é uma das regiões do mundo onde se verificam grandes desigualdades em saúde.

Ao longo dos anos tem-se assistido a um período de melhoria na vida das populações, verificando-se a existência de sociedades socialmente coesas, cada vez mais ricas, com educação de grande qualidade e serviços de saúde, que se refletem em notáveis ganhos em termos de saúde.

No entanto, nem todos os países têm compartilhado este desenvolvimento social, económico e de saúde. Embora as circunstâncias sociais e económicas tenham melhorado em todos os países, as diferenças permanecem ao nível da saúde. Além disso, mesmo os países mais desenvolvidos da Europa, têm verificado desigualdades nas condições de vida das pessoas e a diminuição da mobilidade e coesão social. Estas mudanças, muito provavelmente, poderão estar na base do aumento das desigualdades em saúde.

A crise económica desde 2008, mais profunda e prolongada do que a maioria das pessoas tinha previsto, agravou esta tendência, tornando as desigualdades sociais e económicas mais evidentes dentro e entre os países.

Em conclusão, esta situação requer uma ação definitiva que dê prioridade à melhoria da saúde e redução das desigualdades, uma vez que se integram um dos direitos humanos.

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